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Ultrapassar a desilusão de um novo emprego

Novo emprego decepciona

Não é raro a ilusão e sonhos alimentados com a perspetiva de um novo emprego, ou uma nova fase na nossa vida profissional, desaparecem nos primeiros confrontos com a realidade. Muitas vezes, o aumento do salário, o status adquirido, ou o simples facto de ter saído do desemprego, não satisfaz as necessidades emocionais

Modere as expectativas

Tente não construir castelos no ar, porque ao fazê-lo, o mais provável será desiludir-se. É natural e saudável que o novo emprego traga entusiasmo e excitação, mas realismo precisa-se.

O novo emprego não é a resposta para todos os seus problemas

Conseguiu o emprego que procurava, aquele que iria fazer com você voltasse a encarar o trabalho com prazer. No entanto, o desânimo continua! Porquê? Será que o problema estava no emprego anterior? Ou em si?

“Primeiro emprego”

É comum o primeiro emprego não ser exactamente um emprego de sonho. Ao longo da vida escolar, vão-se criando expectativas elevadas para a carreira futura, o emprego, a vida profissional. Frequentemente essas expectativas são irrealistas e o mais provável é que a realidade do mercado de trabalho seja uma realidade diametralmente oposta.

Não valorize muito as primeiras impressões

Acabou de entrar num mundo absolutamente novo e estranho. O facto de ainda não conhecer bem os cantos à casa, não ter adquirido um ritmo de trabalho, pode fazer duvidar da sua capacidade para desempenhar a nova função. Dê algum tempo si, à empresa, aos seus novos colegas.

Quando tudo parece demasiado parado

Pensou que no novo emprego encontraria um mundo de excitação e actividade, mas agora tudo lhe parece um pouco parado e até sente que tem pouco para fazer? É natural que no início exista um “estado de graça” para que se possa ir familiarizando com o ambiente e todos os procedimentos. Dê tempo ao tempo, pois não faltará muito para começar a sentir saudades do calmaria inicial.

O sentimento de perda

Até as pessoas para quem o anterior emprego era sinónimo de stress, cansaço e aborrecimento podem ser surpreendidas por alguma saudade. É natural que as pessoas se apeguem aos colegas, aos sítios, e até ao restaurante onde costumavam almoçar. Por outro lado, esta perda envolve também o estatuto da pessoa, que passa de alguém conhecido e respeitado, a ser visto como um estranho, um desconhecido.

Não seja demasiado exigente consigo

Não tente dar logo o seu máximo no inicio. É claro que é importante causar uma boa impressão e tranquilizar a empresa pela escolha que fez. No entanto, lembre-se que a avaliação é contínua e que o seu bom desempenho deverá ser constante.

Não pense unicamente em si

Procure perceber que expetativas a empresa, os seus superiores, colegas e subalternos têm de si. Está corresponder? Converse com as outras pessoas, para definir o que podem fazer e de que forma se podem atuar para que as várias expectativas não sejam goradas.

Não se sente “bem recebido”?

É verdade que algumas empresas não dão justa atenção ao acolhimento dos novos colaboradores, decepcionando a entrada destes no ambiente empresarial. Mais uma vez, dê tempo ao tempo, apesar de ser exigido um maior esforço de adaptação, a verdade é que esta negligência pode não ser intencional.

Assuma as suas preocupações

Fale abertamente com amigos e familiares. Por vezes, as pessoas têm vergonha de assumir que estão preocupados ou, de alguma forma, desiludidos com a escolha que fizeram. Este tipo de reclusão piora muitas vezes a situação.

Enfrente a realidade

É provável que, na sua tomada de decisão, já tivesse ponderado a hipótese de alguns aspetos menos favoráveis poderem surgir com este novo emprego. Como mesmo assim decidiu avançar, está na hora de lidar com esses problemas! Deixe-se de lamúrias e não reclame: afinal, a escolha foi sua!